terça-feira, 3 de novembro de 2009

O terceiro postulante ao título

Já não é segredo para ninguém que Palmeiras e São Paulo já estão, definitivamente, na briga pelo título. Não só pelo elenco que ambos têm, mas também pela tradição e pelo treinador, cujo trabalho, tanto em no caso de Muricy, como no de Ricardo Gomes, vem sendo muito vem elaborado. E, claro, pelo principal motivo, ambos estão com 58 pontos, dois a mais que o terceiro colocado Atlético Mineiro e 4 a mais que o quarto colocado, o Flamengo.

Em suma, resta apenas uma vaga na briga pelo título teoricamente. E esta, será disputada basicamente, e quase que exclusivamente, por 4 times: Flamengo, Atlético Mineiro, Internaciona e Cruzeiro. O jogo de domingo, que envolve os dois times mais a frente vai pôr fogo nessa briga. Em caso de vitória de alguns dos dois, o outro já está praticamente fora da briga, levando consigo o Cruzeiro, que tem 51 pontos e o Inter, que tem 52.

A única chance do time celeste é caso ocorra um empate e a Raposa vença seu compromisso, na Ilha do Retiro , no próximo sábado, contra o desesperadíssimo Sport. O mesmo acontece com o Internacional, que encara, no próximo domingo, o Barueri na Arena Barueri, em São Paulo. Tudo porque, em caso de vitória no confronto do Mineirão, um dos times vai chegar ou aos 57, caso do Fla, ou aos 59, caso do Gal0, deixando os outros três com chances remotíssimas de título.

Sobre o jogo, é importante lembrar que será uma decisão, pois, afinal, se levarmos em conta a história do clássico, não teremos outra alternativa a não classificarmos-no dessa forma. Em 80, final do Brasileiro, em 81, pela Libertadores, em 87, semi-final da Copa União, e em 2006, quartas-de-final da Copa do Brasil. O interessante é que em todos esses confrontos o Fla levou a melhor. No entanto, nos confrontos válidos pelo Brasileirão, o Galo levou a melhor, vencendo 17 das 42 partidas, contra 16 vitórias do Falmengo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A luz no fim do túnel


Apesar do Atlético não ter jogado bem, do campo estar molhado e favorecido os chutes de longe do time da casa, e dos pesares, o Fluminense voltou a ganhar em casa e, com gols de Fred e Conca, venceu o Galo por 2 a 1, diminuindo para cinco a distância até o primeiro time fora da zona.

A destacar no time tricolor, a solidez da defesa do Flu, o apoio incondicional da torcida tricolor, que por mais sofrimento que tenha, ainda acredita no time, o que já é um grande passo para um possível 'milagre'. O time carioca ainda contou com a ajuda de Ricardinho, que não acertou praticamente nada, isolando os atacantes do Galo, que acabaram por pouco fazer.

E, por mais difícil que seja, Cuca ainda tenta acreditar na fuga do rebaixamento. Mesmo tendo que vencer praticamente todos os jogos que lhe restam. A luz no fim do túnel roubou um pouco do brilho da luz da lanterna tricolor, quase a apagando, mas o número de vitórias do Sport, que ontem empatou com o Coritiba, é maior, impedindo-a.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jogo dos Sete Erros

Faltando apenas sete rodadas para o fim do Campeonato mais equilibrado dos últimos seis anos, incríveis sete equipes ainda brigam pelo título - com exceção daquelas que possuem chances desprezíveis. Em tempos em que a maior emissora de televisão e detentoras dos direitos de imagem do Brasileirão quer uma mudança na fórmula de pontos corridos, isso serve como explicação e tese no discurso de Ricardo Teixeira, que é contra.

Líder há mais de dois meses, e com 39% de chances de ser campeão, o Palmeiras precisa da vitória no jogo desta quinta-feira, ás 20h30m, no Palestra Itália, contra o Goiás, que ainda sonha, mesmo que estando com chances remotas(1%), adversário que fará de tudo para impedir a conquista dos três pontos por parte da equipe de Muricy. Em caso de vitória, o Verdão chegará aos 57 pontos.

Com 53 pontos, 18% de chances ao título, e um time que vem jogando bem, Celso Roth veio ao Rio com sua equipe com duas missões, uma em consequência da outra. A primeira e mais importante é a vitória, que levaria o time aos 66 pontos. E a conquista dos três pontos causaria um rebaixamento virtual do Fluminense.

Em terceiro lugar e nada empolgado, o Colorado vai a São paulo pegar o time de Ricardo Gomes, que mesmo não jogando bem, empolga a torcida, que sonha com um hepta inédito. Sem Guiñazu e Rogério Ceni, o clássico fica desfalcado de craques, mas a substituição é imediata por emoção e tensão.

Empolgado como de costume, o " time de chegada", mais conhecido como Flamengo, vai a Barueri, em São paulo, enfrentar o time da cidade. Com apenas 9% de chances de título, o Flamengo se vê obrigado a vencer, logo no dia do Flamenguista e de seu padroeiro, São judas Tadeu. Grande Fase!

O último candidato é tido por muitos como a grande surpresa desta reta final. Com 48 pontos - seis atrás do líder -, e apenas 3% de chances de título brasileiro, o Cruzeiro empolga pela tradição e, principalmente pelo técnico que tem. Exímio estrategista, Adilson Batista já está no topo de sua geração. Aliando-se a uma tabela mais "fácil", Adilson pode, enfim, realizar um de seus objetivos de vida: ser campeão brasieliro como jogador e como técnico.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pelé é Pelé - 69 anos de magia *

Hoje é Natal para o futebol. Afinal, há 69 anos atrás, nascia o salvador do esporte mais conhecido atualmente, mas que, naquela época, não tinha o mesmo brilho. E só foi conquistá-lo com o tempo. Bem que Puskas tentou, assim como Di Stéfano, mas quem, de fato, assegurou o brilho e encantou o mundo com a bola nos pés, sem dúvidas, foi Edison Arantes do Nascimento, o Pelé. O mineiro de família humilde, da pequena Três Corações, se indignou aos 10 anos de idade ao ver lágrimas caindo do olho de seu pai, na derrota Brasileira na final da Copa de 50, para o Uruguai, em episódio que ficou mundialmente conhecido como "Maracanasso".

Dali em diante, a vida do jovem Edison se tranformou em promessa ao pai. O garoto, que já demonstrava extremo talento nas peladas nas ruas de terra do seu bairro, prometera ao pai um título mundial para ele, e para o Brasil. Dito e feito. Bastaram oito anos para a promessa virar realidade. Em 1958, o atleta já com contrato com o Santos, com incríveis 17 anos, foi capaz de decidir a Copa da Suécia, encantando o mundo com a sua magia. Tudo se repetiu 4 anos depois, no Chile, só que, agora, com mais maturidade, mais cadência, mais maestreza. Era algo sobrenatural. A partir dali, a Vila Belmiro ficou pequena para o público brasileiro que queria ver ele, o Rei.

Os gols eram de todas as formas: de cabeça, com ambos os pés, de ombro, de bicicleta, de calcanhar, de letra. "Pelé era Pelé, fazia gol até dormindo", dizia Pepe, seu companheiro de Santos, Seleção e de quarto, referindo-se aos sonhos do artileiro santista, durante as concentrações para os jogos. No Paulistão de 1964, uma história curiosa. Pela primeira vez em muitos anos consecutivos, Pelé estava ameaçado de perder a artilharia do campeonato. Foi então que, diante do Botafogo de Ribeirão Preto, comandado por Osvaldo Brandão, Pelé marcou incríveis e surreais onze gols na goleada de onze a um santista. O suficiente para ser mais uma vez o artilheiro.

Em 1959, Pelé encantou o bairro paulista da Mooca, ao marcar o gol, segundo ele, o mais bontito de sua carreira, contra o Juventos-SP, do goleiro Mão de Onça. No lance do gol, Pelé deu "chapéus" em todos os zagueiros e no goleiro, completando para as redes com uma formidável cabeçada. Contudo, para a infelicidade dos não-presentes no local e dos não-nascidos na época, o gol mais bonito da carreira do Rei não possui filmagens, apenas uma reconstrução gráfica para o documentário "Pelé Eterno", que conta toda a carreira do jogador.

Porém, mesmo tendo obtido o seu auge muito cedo e duradouro, o ano mágico do rei, indubitavelmente, foi 1969. A começar quando, incrivelmente, Pelé parou temporariamente a guerra civil no Congo Belga em 1969, quando, durante excursão pela África, o Santos jogou duas partidas de exibição no país, então dividido pela guerra. Somente Pelé faz isso, só ele tem esse poder. E meses depois, assim como em toda sua carreira, os gols não paravam de surgir, pelo contrário, cresciam em progressão geométrica, não parando nunca. A coroa foi colocada de vez em sua cabeça no dia 19 de novembro de 1969, ao marcar no Vasco do goleiro Andrada, de pênalti, o gol mais importante de sua carreira: o milésimo.

Pelé ainda achou tempo para calar os críticos e mau-olhados, que diziam que após o milésimo, Pelé cessaria sua gana, parando de marcar gols, ficando e deixando o Brasil estéril. Mas Pelé é Pelé. Logo no ano seguinte, na Copa de 70, no México, Pelé decidiu mais uma vez para o Brasil, sagrando-se o único jogador a conquistar três títulos mundiais(até hoje), marcando, inclusive, gols na final. Entretanto, foi também na Copa do México que Pelé não fez os únicos gols possíveis - sob as condições humanas - de sua carreira: o do corta luz, deixando Mazurkiewicz(goleiro uruguaio) perdido, e o do meio-de-campo, contra o mesmo Uruguai, ambos na semifinal da Copa de 70. E ele liga para isso? Claro que não. Pele é Pelé.

Um ano depois, Pelé escreveu mais um capítulo de seus milagres, levando mais de 135 mil pessoas ao Maracanã, em um amistoso contra a Iugoslávia, terminado empatado em 2 a 2. O motivo de tanta clientela: despedida do Rei da seleção. Sob gritos de " Fica, Fica, Fica!", Pelé chorou, agradeceu, sorriu, e encerrou um ciclo de vitórias, de conquistas, encerrou um reinado mágico. O mesmo aconteceu em 74, na Vila, palco de seus gols e jogadas incríveis, quando Pelé se despediu de uma legião de santistas, de seguidores. No meio do jogo, ao receber um passe no meio-de-campo, parou, pegou a bola, ajoelou-se sobre o gramado e, com humildade, proferiu, extremamente emocionado, a frase: " Obrigado, Deus". Só faltava lhe avisar, que quem agradecia era o povo brasileiro, por tantos anos de alegria e tranformação do nosso futebol.

Deixemos de lado as frases polêmicas do rei, os seus relacionamentos diversos e incômodos ao povo, os seus esquivos - por menores que tenham sido, ele é humano(só como pessoa), e também erra. Pois, afinal, só Pelé parou uma guerra de povos extremos e odiados entre si. Só Pelé leva mais de 130 mil pessoas para seus shows particulares. Só Pelé merece todo respeito e agradecimento. Pelé revolucionou a mística da camisa 10 e, mais do que isso, o futebol e esporte mundial. Pelé é e sempre será Pelé. Hoje ou daqui a 69 outros anos, ninguém se esquecerá de Pelé. Porque Pelé é Pelé.

Parabéns Rei, por 69 anos de magia e humildade. Você merece.


*por Lucas Imbroinise, direto do Fanáticos Por Futebol

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

As repescagens à Copa da África

Bahrein x Nova Zelândia - Como o primeiro jogo terminou empatado sem gols, a equipe que jogar melhor o segundo estará na Copa. Isso pode soar como falta de informação sobre os times, porém as duas equipes se equivalem na maioria dos aspectos, portanto, qualquer resultado é normal neste caso. O Bahrein, entretanto, joga do lado de sua torcida, mas, cá entre nós, isso não faz muita diferença...

Uruguai x CostaRica - O Uruguai um time mais completo, e por si só, mais forte. Porém, o time de Renê Simões joga muito bem em casa, local do primeiro jogo, e costuma surpreender algumas equipes fortes, principalmente no início dos jogos. Aposta do editor: Uruguai

França x Irlanda Apesar da Irlanda ter alguns medalhões que atuam no futebol inglês em seu esquadrão, o time comandando por Robbie Keane vai ter que se desdobrar para surpreender a forte França.Isso mesmo: a forte França. Mesmo não estando jogando um bom futebol, um time que tem: Ribery, Henry, Malouda, Evra, Benzema e etc não pode ter outra atribuição. Aposto na França.

Grécia x Ucrânia. Aposto na Ucrânia, por ter um time mais rápido e mais técnico. O time grego é um time de força, de bola na área...

Rússia x Eslovênia - O time esloveno não tem um Zahovic como em 2002, e terá que encarar Zhirkov, Arshavin, Pavlyuchenko e cia...Aposto na Rússia.

Portugal x Bósnia - Na minha opinião, o duelo mais equilibrado. A Bósnia conta com um grande poder ofensivo. A dupla que encantou a cidade de Wolfsburg comanda o time Dzeko e Misimovic. Pode e eu acho que vai surpreender a conturbada seleção portuguesa.
Aposta; Bósnia

domingo, 18 de outubro de 2009

Para voltar a sorrir


Há aproximadamente 2 anos, um sorriso encantava o mundo pela terceira temporada consecutiva. Com passes e dribles mágicos, a rapidez de seu pensamento aliava-se a sua destreza, resultando num sorriso em que a felicidade era completamente exposta, contagiando a todos os amantes do futebol.


É fácil deduzir que tal personagem citado acima é Ronaldinho. Não o fenômeno, mas sim o Gaúcho. É o craque que fez, pela primeira veza na história do futebol espanhol, a torcida do Real Madrid aplaudir um jogador do rival-mór Barcelona. E de pé. Na ocasião, aplausos mais do que justos, tamanha sua magia àquela altura.


Mas, com o tempo, o garoto que driblava o cachorro no quintal de sua casa em Porto Alegre na adolescência, foi ganhando fama, se deslumbrando com as noites européias e, mergulhado na fama e no dinheiro, esqueceu-se de seu maior atributo, do seu até então 'ganha-pão', o futebol.


Os dribles rápidos e mágicos que eram vistos na época de seu auge, no Barcelona, deram lugar às constantes festinhas e rodas de samba promovidos nas noites européias. O preparo físico excelente, com um corpo invejável, deu lugar a uma falta de rimto impressionante, e uma barriga um tanto desenvolvida.


Quando resolveu despertar do pesadelo em que vivia, a decadência era grande. Para juntar os cacos e voltar a ser quem sempre foi demorario, contudo ele sabia. Os lampejos de uma possível recuperação foram raros. Podemos citar algumas boas partidas feitas com a camisa do Milan, algumas convocações para a seleção de Dunga , e só.


Para voltar a sorrir e encantar o mundo, Ronaldinho tem que se esforçar. Tem que voltar a treinar como treinava no Grêmio. Tem que voltar a correr como corria no PSG. Tem que voltar a se divertir como se divertia no Barça, dentro de campo. Mais um lampejo dessa possível recuperação veio à tona na manhã deste domingo, na vitória por 2 a 1 sobre a Roma, na qual o craque brasileiro teve ótima atuação, marcando inclusive um dois gols.


Volte a sorrir, Ronaldinho! O Brasil torce por você.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O artilheiro das Eliminatórias

O pragmatismo que fundamentaliza a seleção chilena comandada pelo " Loco Bielsa" envolve também os jogadores. Desde o seguro goleiro Claudio Bravo ao artilheiro das Eliminatórias Humberto Suazo, o ar pragmático e objetivo paira sobre a seleção.

Isso é consequência também do profissionalismo, nítido ontem, na vitória por 1 a 0 sobre o Equador, em que o Chile já estava classificado e fez questão de vencer. Vencer e convencer. Vencer e ajudar Suazo a passar Luis Fabiano e ser o artilheiro das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa de 2010, com 10 gols.

O centroavante chileno, de 1,72m de altura, com 28 anos, garante viver seu melhor momento da carreira. Na seleção desde 2005, já tendo marcado 51 gols pelo país, Suazo é a grande esperança de gols do Chile atualmente. O faro de artilheiro matador que possui já é antigo. Beto, como é conhecido pelos amigos, já foi artilheiro artilheiro por 3 vezes do campeonato chileno, em 2006 e 2007( no Clausura e no Apertura).

Além da ajuda dos companheiros, Suazo conta com um grande aliado para conseguir seus gols: a sua determinação. Mesmo com a pouca altura, a determinação é fruto do trabalho intenso do chileno, que não desiste nunca. E é a causa do seu bom posicionamento, das suas ótimas finalizações e, é claro, do seu extinto de artilheiro.

Humberto Andrés Suazo Pontivo está mundialmente conhecido por seus gols. Está conhecido pelo atacante, até então um pouco desconhecido, que fez com que Luis Fabiano perdesse a " fabulosidade" e se preocupasse com a artilharia da Copa do Mundo de 2010, já que a das Eliminatórias já tem dono.