" O futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais do que isso...", Bill Shankly




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sábado, 13 de novembro de 2010

A ressurreição de um gigante


Sete anos é muito tempo. Ainda mais quando se trata de um período de exílio, no qual a saudade de casa e a angústia falam mais alto do que qualquer outro sentimento. Pior, se durante todos esses anos, a situação que já era ruim ficar péssima. Só muita fé para resolver tamanha encrenca. Só muito apoio. Só muita grandeza.


O maior sofrimento da história de um dos maiores clubes do Brasil acabou. O Bahia voltou. Depois de cair para a Série B, para uma vergonhosa Série C. Depois de ver seu estádio cair e sua tão apaixonada torcida chorar. Depois de dar a volta por cima e se reafirmar entre os gigantes do futebol brasileiro. Sob um estádio lotado, numa cidade parada, o carnaval se instalou neste sábado na Bahia de todos os santos. E não tem data para terminar. O Bahia merece muito mais.


Merece fazer uma grande Série A, chegar a uma Libertadores, sagrar-se campeão como o brilhante e memorável ano de 1988. Como todo e qualquer gigante do futebol nacional. Merece, também, revelar jogadores como Bobô, Charles, Beijoca. Merece todas as glórias de um vencedor, de quem soube dar a volta por cima sem se valer de mecanismo ilegais ou injustos. Merece por causa da torcida incrível que tem.


Chegou a hora da diretoria planejar com seriedade e com a mesma competência que teve nos últimos dois anos. E de ter a ousadia de brigar por conquistas maiores, do tamanho do Bahia. A permanência na elite é obrigação para 2011. Manter a base que conseguiu o acesso é a primeira coisa a ser feita. Tentar segurar Ávine, o símbolo da ressurreição, Morais, um talento escasso no mercado, o volante Marcone, o atacante Adriano, que pertence ao Fluminense. E contratar mantendo o nível.


O resto é consequência do tempo. Em breve, com o apoio da massa, com o peso da camisa, o Tricolor voltará a ser o que nunca poderia ter deixado de ser, um gigante. Honre as suas próprias glórias, Bahia. Que o futebol agradece.






domingo, 29 de agosto de 2010

Silas no Flamengo: impossível de se prever algo

Silas é o novo técnico do Flamengo. O ex-jogador do São Paulo e Vasco da Gama assinou contrato de um ano e será apresentado na próxima terça-feira. Depois de ser campeão catarinense pelo Avaí e levar o time catarinense à metade de cima da tabela no Brasileiro passado - quando as expectativas da diretoria eram somente em torno da fuga do rebaixamento -, o treinador ainda se sagrou campeão gaúcho pelo Grêmio neste ano, mas, após ser eliminado na semfinal da Copa do Brasil, acabou demitido.

Silas é um técnico promissor no mercado nacional. Não faz o estilo linha-dura, nem tanto o motivador. É um técnico moderno, estudioso, inovador. É muito mais um Caio Júnior, um Rogério Lourenço do que um Joel Santana. Silas costuma ter facilidade para montar elencos e fazer planejamentos, contudo, no Grêmio, teve tempo para tal e não conseguiu fazê-lo. No Flamengo não terá nem metade do tempo que possuiu no clube gaúcho e terá de fazer muito mais se quiser ter sucesso no Rubro-negro.

O Flamengo vive um momento péssimo. Não ganha há dois jogos, o ataque está, literalmente, 'na seca' e a torcida não vem acreditando no time. Não se trata de um ambiente bom par técnico quaqluer traçar metas e fazer planos. Silas precisará se adequar ao ambiente que encontrará. Precisará, antes de mais nada, entender que, no Flamengo, diferentemente da grande parte dos clubes brasileiros, a torcida derruba técnico facilmente e, por isso, uma relação amistosa com a massa será fundamental.

Só é estranho pensar por que Silas foi chamado por Zico. O técnico ex-Grêmio é inexperiente, assim como Rogério Lourenço, ainda não teve sucesso em um clube grande e não ganhou nenhum título de alta importância. Se a torcida derrubou Lourenço, por quais motivos não o faria também com Silas?

É nessa pergunta que está o segredo do sucesso para o novo treinador. Silas precisará acreditar no seu potencial para dar uma guinada na sua trajetória profissional. O Flamengo pode representar uma nova fase de sua vida, na qual poderá deslanchar, de uma vez por todas, e se tornar um dos grandes nomes do mercado nacional. Títulos e um bom trabalho, de preferência a longo prazo, são peças essenciais para se alcançar tal objetivo.

O futuro irá julgar todas as teses e provar que as escolhas não podem ser feitas friamente, sem maiores conceitos ou estudos. Silas é uma aposta quase que totalmente segura. Pode dar certo e errado, como qualquer outro. Mas se tratando da curta trajetória do comandante e das dimensões inimagináveis que o clube da Gávea tem, se torna impossível prever o futuro. Tudo pode acontecer.

Giro pelo mundo

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