
Contato
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A importância de Fred nas retas finais

domingo, 13 de novembro de 2011
Os motivos que não permitem ao Flamengo brigar pelo título
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Entre o risco e a consagração: Vasco nas semis da Sul-Americana
Foto: Ag.EstadoDesde a metade do ano, o Vasco já tem participação garantida na Libertadores 2012, principal prêmio oferecido pela Copa Sul-Americana. No Brasileirão, torneio mais importante do país, última vez conquistado pelo clube em 2000, é segundo lugar. Mesmo assim, o Vasco quer ganhar tudo que pode. Até o final da temporada, terá, em menos de um mês, no mínimo, 7 jogos para disputar entre o torneio nacional e o continental. Riscos a serem corridos em busca da consagração em âmbito continental.
Em noite mítica de Dedé, a virada sobre o Universitario, do Peru, por 5 a 2, prova a importância em se escalar time titular nas duas competições. E, obviamente, os riscos possíveis. A bela partida que Juninho fez poderia ter acabado ainda no primeiro tempo, quando recebeu forte pancada na panturrilha esquerda, a mesma que lhe tirou de alguns jogos do time neste ano. Mas a sorte estava ao lado do time da casa, na noite desta quarta-feira. A cada lance, a cada cruzamento errado transformado em gol, a cada frango inexplicável do experiente goleiro Johnny Top.
Em uma eventual eliminação, com um hipotético vexame em casa, como fez o Flamengo, há quase um mês, poderia, inclusive, mexer com o brio e o psicológico dos jogadores, prejudicando o ambiente do time no Brasileiro. Era um risco que Cristóvão Borges resolveu correr hoje. Com a goleada e a classificação inédita para o clube às semifinais, obteve a glória. Amanhã, os jornais estamparão elogios efusivos à escola do treinador em querer ganhar tudo. Foi preciso apostar alto para gozar de um prêmio como esse.
O próximo adversário vascaíno é quem joga, hoje, o melhor futebol da competição: o Universidad do Chile, que eliminou o Flamengo, com direito a baile no Engenhão e olé em Santiago. Time organizado, rápido e que joga bem tanto dentro como fora de casa. Infinitamente superior ao Aurora e muito acima, também, do Universitario do Peru, os últimos adversários cruz-maltinos.
Para não correr riscos de se ver em desvantagem logo no primeiro confronto, visando a força da “La U”, o mais coerente seria Cristóvão Borges escalar o time titular novamente. Até porque não haveria justificativas para retornar à opção pelos reservas. Ele escolheu, hoje, correr os riscos prévios impostos pela escalação dos titulares nas duas competições. E é provável que acerte no final das contas.
O exemplo mais recente que pode ilustrar a situação é o Fluminense de Cuca, em 2009. Brigando para não cair, o técnico tricolor não se intimidou com a pressão de dirigentes e dos críticos, e escalou o time titular tanto na Sul-Americana daquele ano como no Brasileiro. O final foi quase perfeito. O Fluminense foi derrotado somente na final da competição continental e escapou do rebaixamento na nacional. Cuca correu riscos, mas, ao mesmo tempo, uniu o time, motivou os jogadores e deu ritmo a todo o elenco. Uma vitória motivava a outra, independente da competição.
No contexto incerto do futebol, é difícil prever o certo e o errado. Mas o que a história do esporte prova é que apostar e correr riscos é sempre um passo importante para fazer história. Na melhor das hipóteses, Cristóvão Borges poria para sempre o seu nome na história. Na pior delas, cairia no esquecimento da torcida, que voltará a ter Ricardo Gomes na Libertadores 2012. A coragem, nesse caso, é arriscada. E pode ser brilhante no final. O tempo dirá.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
O título que renova a Portuguesa
Foto: Eduardo Viana“Eu nunca tinha visto o Canindé desse jeito”. A frase é forte e de quem vive Portuguesa há quase 3 anos. Marco Antônio, de fato, nunca tinha sido campeão com a camisa do clube que melhor defendeu. Teve que esperar bastante para levantar o primeiro troféu pela Lusa. Justamente o da Série B, com direito a golaço decisivo na partida derradeira, contra o Sport, num Canindé abarrotado de torcedores, nesta terça-feira. Um título que, além de garantir um lugar na elite, renova o ambiente da Portuguesa.
Marco Antônio tem razão em dizer que nunca tinha visto o Canindé cheio do jeito que estava e com as faixas reviradas e imponentes. Ele e todo mundo. Para uma torcida desacreditada por sofrimentos recentes, como quedas regionais e nacionais, era difícil crer em dias melhores e diferentes. Jorginho sabia que, somente com o tempo, conseguiria o apoio dos torcedores. E, aos poucos, foi conseguindo, da maneira mais fácil: provando que se tratava de um projeto sério, planejado e a longo prazo. Mais do que incentivos, conquistou a admiração e o respeito da maioria, montando um time não só competitivo, mas também encantador, carinhosamente apelidado pela imprensa de “Barcelusa”.
Para a Série B, Jorginho não precisava de um goleiro como Valdés. Mas achou um talento escondido no Acre, valente como Valdés, técnico como poucos na história do clube. Weverton é um dos grandes nomes desse título. Assim como a revelação do campeonato, Henrique, uma espécie de Iniesta paulista: 19 anos, ótimo passe, marcação eficiente, visão de jogo excepcional. Atributos que fizeram Jorginho dar a seguinte declaração a um programa de grande audiência na TV fechada, em rede nacional: "Não me surpreenderei se Henrique estiver entre os 11 da Seleção na Copa do Mundo de 2014". Prognósticos à parte, Henrique é um baita volante. Assim como Marco Antônio, o Xavi da torcida.
O bom-humor do povo permitiu comparações mais profundas. O estilo de jogo agressivo, as variações táticas, como o recuo do centroavante como um falso-nove, função que Messi desem-penha com uma eficácia impressionante, imitada pelo excelente Edno, ídolo no Canindé, e o futebol envolvente são dignos de um Barcelona brasileiro.
O que mais impressiona nesse time é a vontade de vencer jogando bem. O que leva a crer, por vezes, que é melhor perder jogando bem do que vencer jogando mal. Filosofia essa que o técnico Jorginho já se disse adepto. Ele faz questão de fazer o time jogar bem sempre, para não correr o risco de ser preferível perder. Por isso, quis ser campeão já com três rodadas de antecedência, com 12 pontos de vantagem para o vice-líder. Para ele , seus jogadores e a Portuguesa, vencer jogando bem é uma prioridade única. Num dia em que o time se deixou levar pelo oba-oba por 45 minutos e dominar pelo Sport, sem jogar bem, o empate foi mais coerente que uma eventual vitória. E suficiente para garantir o caneco.
domingo, 6 de novembro de 2011
O Flamengo do segundo tempo deste domingo briga pelo título
Foto: Thiago Neves comemora um de seus três gols. O meia foi muito bem na goleada deste dom ingo, sobre o Cruzeiro( André Portugal/ VIPCOMM)Cristiano Ronaldo: um ídolo polêmico, um craque pouco reconhecido

Os números e as atuações falam por si só. Mas a marra e o orgulho embarreiram o caminho rumo à unanimidade. Com fama negativa fora dos campos, não é considerado bom moço nem mesmo dentro deles. Na disputa pelo prêmio de melhor jogador do mundo, carrega nas costas o ônus de quem nunca teve na modéstia o seu forte. Mas ao mesmo tempo, mostra que, com a bola nos pés, continua o craque que sempre foi. Hoje, na hora do almoço, fez mais três gols pelo Real Madrid na goleada de 7 a 1 sobre o Osasuna. Com 102 gols, ultrapassou Ronaldo Fênomeno na história do clube merengue. De recorde em recorde, vai provando ser muito maior do que todos o consideram ser.
Cristiano Ronaldo é um ídolo difícil de ser idolatrado por adversários. Faz parte de um rol de jogadores históricos, míticos, mas pouco respeitados por adversários. Abusado, marrento e, por vezes, desrespeitoso, não consegue muitas vezes, por causa dessa fama, receber o reconhecimento necessário por sua carreira como jogador – brilhante, por sinal. Falando menos, polemizando menos e marcando mais gols do que nunca, parece estar no caminho certo. Ainda sem a modéstia e a tranquilidade de jogadores mais tímidos. Como Messi. Mas com muitos gols.
Errado, de fato, é quem não considera, hoje, Cristiano Ronaldo, pelo menos, entre os três jogadores do mundo. Incoerência total para quem marcou 53 gols na temporada passada e já chegou ao de número 13 na atual época. Se não bastasse, o português também é notório nas assistências. A cada jogo, uma nova magia. E mais gols. Hoje foram três. Com direito a entrega do prêmio Bota de Ouro, mais um para sua inesgotável coleção.
Pelo futebol que jogam, no momento, seus concorrentes, sobretudo Messi e Xavi, Cristiano não é favorito ao prêmio Bola de Ouro, concedido em conjunto pela revista francesa France Football e a Fifa, numa tentativa de eleger justamente o melhor jogador do planeta a cada ano. Por outro lado, de forma algum o gajo pode ser considerado azarão. Numa breve comparação com Messi, tem rendimento parecidíssimo. E, como o argentino para o Barcelona, é o jogador mais importante para o time de José Mourinho atualmente. E um dos mais decisivos da Europa.
Em números mais abrangentes, leva inclusive a melhor sobre o atual melhor jogador do mundo: desde 2003 com a camisa do Barcelona pelos profissionais, Lionel Messi marcou 200 gols; em menos de três temporadas, Cristiano Ronaldo chegou a 100. Se a corrente se manter, o português ultrapassará o argentino nos próximos anos.
A discussão merece ser levada aos aspectos técnicos e táticos. Numa visão geral, é possível afirmar que Messi é mais completo, mas isso não significa dizer que o argentino é melhor. Nem mais jogador. Com estilos e posições diferentes, ambos receberiam de forma justa o prêmio de melhor do mundo. Teoricamente. Na prática, Messi é o brilhante, o herói da história e Cristiano, o vilão. Graças a seus comportamentos dentro e fora de campo. Mas é preciso haver imparcialidade, sobretudo dos críticos. No quesito mais importante, que é o futebol, Messi está no mesmo patamar que Cristiano, com pequenas diferenças.
Historicamente, inclusive, ambos se colocam no mesmo patamar, pois falta aos dois um título de expressão – leia-se Copa do Mundo. Falta essa consagração. Ídolos incondicionais de suas torcidas e de seus países, já ganharam quase tudo na carreira. Com exceção do título mundial. Na Espanha, onde jogam atualmente, são estrelas em meio ao país que abriga os atuais campeões do mundo. E, de um modo geral, donos de um campeonato. Afinal, a cada rodada, a cada jogo, só se fala nos gols, nas assistências, nos números que os separam. O futebol de um, porém, está sempre colado no de outro.
Ultrapassar Messi na matemática das estatísticas significaria muito para Cristiano Ronaldo. Ainda assim, para enfim ser unanimidade, o melhor do mundo, sem preconceitos e com total reconhecimento, faltam conquistas. Conquistas na maioria coletivas. Principalmente uma Copa do Mundo por Portugal. Aí, sim, mesmo sendo marrento, ousado, marqueteiro, metido e polêmico, Cristiano Ronaldo será, de fato, o melhor do mundo. Sem barreiras e fronteiras. Por enquanto, é só um dos melhores. E ainda sofre muito por ser como é.
domingo, 30 de outubro de 2011
O Galo tem time e tabela para fugir do rebaixamento. Mas precisa corrigir erros defensivos
Neto Berola comemora o seu gol na vitória sobre o Palmeiras junto com André e Bernard(Foto: Bruno Cantini)Giro pelo mundo
Contato
Twitter: @limbroinise