Contato
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A força de um empresário
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Um time eterno

Está difícil ser Flamengo hoje em dia. Numa época em que pesadelos dominam as noites rubro-negras, não há um Zico para transformar sonhos em realidade. Entre projetos e promessas, hoje o melhor que se tem a fazer é voltar ao passado. A nostalgia, sem dúvidas, é o melhor remédio para abrir um sorriso em rostos tantas vezes castigados por frustrações. Trinta anos se passaram de um dia que deveria durar para sempre para a maior torcida do Brasil.
Você, torcedor rubro-negro com mais de trinta anos, dificilmente se lembra de onde estava e o que fazia há um atrás. Mas certamente se recorda com quem e como comemorou até o sol nascer a madrugada de 30 atrás. Poucos títulos foram tão marcantes no futebol. Poucos times foram tão brilhantes. Raros foram o que fizeram frente ao esquadrão rubro-negro. Nenhum Liverpool ganharia do Flamengo naquele 13 de dezembro de 1981. Porque se fosse preciso, o destino interviria.
Afinal, aquele time não era normal. Há quem diga que não era deste mundo, como Pelé. Uma constelação de craques, unidos como uma família. Era possível naquela época. A magia de Zico, Júnior, Adílio, Andrade e Cia era o antídoto contra as derrotas. Como se fosse proibido jogar mal e impossível ser derrotado. Um time que só perdia quando tudo não dava certo. Porque não há como dar errado com tanta gente boa junta.
É quase inaceitável a genialidade de Zico não durar para sempre, como a visão de jogo de Júnior, a técnica de Leandro, a segurança de Raúl no gol, a tranqüilidade de Andrade com a bola nos pés, a versatilidade de Adílio, a disposição de Lico, a capacidade de decisão de Nunes, entre tantas outras virtudes de um dos melhores conjuntos esportivos de todos os tempos.
Difícil explicar o praticamente inexplicável. Pior ainda é desmerecer um título único e histórico. Aos que criam teorias e teses para justificar a derrota inglesa em Tóquio, é melhor a opção pelo silêncio. Que os deuses do futebol não os ouçam.
Numa data de tantas recordações e comemorações, é dever dos mais velhos explicar aos mais novos a importância daquele esquadrão. Aos mais interessados, recomenda-se pesquisas, vídeos e textos da época. E, mesmo aos rivais, que o façam em nome do futebol. Não se trata qualquer tipo de jogo, time ou título. Estamos falando da maior atuação do melhor time da história do Flamengo, que culminou no título mais cobiçado por todos os clubes mundo. Não é pouco, não é muito. É absurdo. O que aquele time jogava não está nos livros de história.
Diferentemente dos dias de hoje, nos quais todos jogam, numa regra quase sem exceções, por dinheiro, em 1981 havia um time inteiro de craques a serviço do Flamengo. Craques que amavam ou aprenderam a amar o clube, como Andrade, botafoguense na infância, rubro-negro pelo resto da vida. Craques que fizeram de tudo para vencer as maiores dificuldades que poderiam surgir naquela época. Craques unidos, jamais vencidos. Craques que só se davam por satisfeitos quando viam a multidão sorrir. Craques de verdade.
Hoje, em outro 13 de dezembro, se não pode parar as ruas do Rio de Janeiro na madrugada aos gritos, buzinas e fogos, o torcedor rubro-negro, ao menos, acorda com um sorriso no rosto. Independente da idade, sabe que o dia é especial. Entre a vontade de voltar no tempo e as esperanças de um futuro tão próspero como foi o passado, o presente é um tempo de dúvidas. E uma única certeza: vai ser difícil existir um time como aquele.
O Chelsea do segundo tempo briga pelo título

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Invicta, finalista, histórica: La U abre vantagem no primeiro jogo da final

A atuação esteve, mais uma vez, longe do brilhantismo de um time extraordinário, histórico. Porém, teve a organização costumeira da equipe comandada por Jorge Sampaoli, e, juntamente com a imposição ofensiva característica do time, foi suficiente para dominar e vencer merecidamente a LDU, por 1 a 0.
O placar mínimo está longe de ser surpreendente. O melhor time da competição, que tem o melhor jogador e artilheiro, Eduardo Vargas, autor do único gol da partida, mais um para sua conta de 9 gols na competição, e um time extremamente organizado, equilibrado e inteligente. Em boa fase, um time irresistível, que toca bem a bola, ataca com fluência, defende com segurança e se movimenta como grandes times do futebol mundial.
Raridade em competições sul-americanas, a La U é uma equipe que joga melhor com a bola no chão, tendo como principais trunfos a técnica e a tática. Não faz uso de recursos extra-campos, psicológicos ou físicos. Não precisa de altitude ou catimba para ganhar jogo. Precisa de futebol. E isso é tudo.
Na semana que vem, um estádio lotado empurrará o time para aquele que pode ser seu primeiro título internacional. O time que joga bem em qualquer lugar do planeta só precisa empatar o jogo de volta da final, contra a mesma LDU, em Santiago. Mesmo assim, é inimaginável pensar que o time vá segurar um 0 a 0. É contra seus princípios. Viva o futebol.
Real x Barça: missões e tabus do maior clássico da atualidade
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Seleção do Campeonato Brasileiro 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Mistura de emoções no dia de um título merecido
O dia começou triste para a torcida corintiana. Mas terminou feliz. Muito feliz. A dor pela morte do ídolo Sócrates se transformou em estímulo extra para a conquista do quinto título brasileiro do Corinthians. Um empate feio sem gols foi suficiente para converter o Pacaembu num templo eufórico. Do outro lado da ponte aérea, outro empate, mais emocionante, com gols, serviu como tranqüilizante para um bando de loucos. No final feliz, nem mesmo o descontrole do time palmeirense foi capaz de tirar o brilho da festa. Nada nem ninguém é capaz de desmerecer o campeonato que fez a equipe de Tite.
A superação vascaína, de fato, merece muitos elogios. É digna da tradição e grandeza. O reconhecimento da própria torcida veio no fim do jogo no Engenhão. Mesmo com o 1 a 1 no placar e a tristeza do vice-campeonato, os cantos não pararam com o apito de Péricles Bassols. A revolta dos jogadores, com ou sem explicação, em nada tinha a acrescentar. O empate corintiano decidia tudo.
Pode ser feio, sem graça, chato e até injusto ser campeão com um 0 a 0. Mas pelo o que o Corinthians fez em todo o Brasileirão, não há outra palavra para definir a campanha corintiana senão merecimento. A palavra que constantemente aparece nas entrevistas coletivas de Tite é fundamental para calar as críticas, as teorias absurdas e as reclamações incoerentes dos torcedores rivais. O Corinthians é um campeão justo. Dentro e fora de campo.
O futebol que encantou boa parte do país durante a maior parte do ano, pouco pôde ser visto no tenso clássico contra o Palmeiras. Com Wallace na cabeça de área e uma tensão impressionante na cabeça dos jogadores, o time não fluía. E, por vezes, chegou a ser pressionado por um Palmeiras desorganizado, mas motivado. Um Palmeiras que queria ganhar o jogo e jamais poderia aceitar ver de perto um título corintiano.
Talvez fosse mais justo ver o Corinthians ser campeão com um gol de placa de Willian, que quase saiu na primeira etapa. Ou uma cabeçada de Liédson, artilheiro da equipe. Ou até mesmo, uma cabeçada de Chicão, o capitão que aceitou o banco em prol do grupo. Mas o futebol é sensacional por isso. Por proporcionar resultados surpreendentes, por vezes sem graça, com uma constância impressionante. Se é que isso importa para uma das maiores torcidas do Brasil, que comemora o título como se nunca tivesse conquistado nada. Ela merece. Sócrates merece. O céu recebeu uma pessoa feliz.
Giro pelo mundo
Contato
Twitter: @limbroinise